quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Entre os Ratos e a Insanidade



Fica muito difícil analisar o imediatismo das atitudes contemporâneas. Uma sábia frase da minha avó ficou martelando minha cabeça na última década.

Ela dizia:
- A vida não é uma gincana. Ninguém vai contar quantos pontos suas tarefas valem.

O passo regrado do cotidiano está beirando a imbecilidade vegetativa. Ainda não entendi como tem gente tão nova fazendo, MBA, lendo auto-ajuda e cuidando da saúde.
Desse jeito nunca mais teremos um Dionelio Machado, um Noel Rosa, um Augusto dos Anjos (!).

Hoje em dia esses ratos transeuntes; essas minhocas corporativas estão pausadamente destruindo nosso habitat. Contaminando nossas vidas e potencializando nossa adormecida e incubada ignorância.

A necessidade de padronização de atitudes é resquício da bendita industrialização de 30, naquele ano soltaram no nosso país uma arma química letal, o efeito americano dos grandes feitos, isso mesmo, prosperidade econômica virou compromisso.

As pessoas não tem direito de dizer que são felizes com o que tem ou com o que são, hoje isso é sinônimo de fracasso. Imbecilidade com misto de insanidade, é o parece os bucéfalos que pensam isso.

Por isso tenho que reconhecer tardiamente que Domenico De Masi tinha razão sim, o problema não é mais o fato de passarmos 12 horas trabalhando e sim a rede de compromissos que assumimos. Muitas vezes assimilamos pelo senso comum, pelo simples instinto coletivo.

Quando as pessoas bebiam mais, trabalhavam menos, ganhavam pouco e morriam cedo, o mundo era melhor. Ninguém estava muito aí para o tal paraíso no níqueis.

Quer me chamar, de saudosita, chame, tome no seu cú se quiser, ao menos questione isso. Olhe para aquela pessoa com discurso de datashow e pense que Noel morreu compondo, bebendo e tuberculoso. E se despediu no leito de morte com a seguinte frase:

- Faria deste dia, todos.

Escrito por Sandro Pinto.

Um comentário:

zozi disse...

Porras cara! do caralho!
quando ví estava escrevendo um cometario gigante mas apaguei hehe!

mas é foda né cara!
nesta escassez de vida as pessoas estão virando maquinhinhas! E isso é tão real, que esses seres aspirantes a maquinas estão deixando de entender o que não consta nos seus protocolos, nos seus bancos de dados. Não entendem mesmo, por isso cometem a ignorância de taxar de julgar errado alguém que não quer seguir ou aspirar os mesmos cargos que seus colegas.

fracasso é não perceber além do que te mostram!

bah, me escedi outra vez hehehe!


hasta pronto!

Zozi.