quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Atari é vovô aos 30 anos






Vovô aos 30 anos. Assim deve se sentir nosso aniversariante, que comemora neste outubro de 2007 três décadas de existência. Estamos falando do videogame Atari – produzido pela empresa de mesmo nome. Projetado por Nolan Bushnell, ele foi lançado em 1977 nos Estados Unidos e em 1983 no Brasil. O console fez a alegria de uma infinidade de usuários, muitos dos quais se mantêm fiéis até hoje.
Se você nasceu no final da década de 1970, ou no começo dos anos 1980, está com pouco mais ou quase beirando os 30 anos de idade, e deve estar se achando ainda jovem. Até aí tudo bem, ninguém é mesmo velho aos 30 anos. Mas, no meio tecnológico – onde o último lançamento do mês passado já é artefato arqueológico no mês seguinte – permanecer na lembrança e no coração dos jogadores por tanto tempo é uma proeza que, ao menos por enquanto, somente o Atari conseguiu.
A revolução que o videogame provocou no segmento da diversão eletrônica doméstica foi tamanha que o aparelho deve ser invejado até pelas "super-máquinas" das novas gerações. Consoles como PlayStation, Game Cub, Wii ou outros mais antigos como Super Nintendo ou Mega-Drive devem sonhar em um dia serem tão queridos quanto o velho "pretinho básico". Entre os jogadores de videogame (sobretudo os mais antigos) não é raro encontrar opiniões do tipo "bom mesmo era o Atari".

Simplicidade e desafio
A diversão dos jogos era reforçada pela sintonia entre simplicidade nos comandos e desafio escabroso. Terminar um jogo de Atari era praticamente impossível, já que em geral não haviam fases. O jogador tinha por objetivo acumular pontos, e isso seguia quase indefinidamente.
Ao contrário dos controles com zilhões de botões dos consoles de hoje, o Atari se virava com apenas um botão e uma alavanca. Aliás, os controles eram um problemão: quem nunca teve que enrolar o fio por baixo do videogame para "dar contato" e conseguir jogar? Os jogos vinham nas boas e velhas fitas, que não arranhavam como os CDs e DVDs de hoje, e podiam ser compradas baratinhas sem ser pirateadas.
Pirataria, contudo, foi uma barreira para a Atari no Brasil. Em terras tupiniquins, o console ganhou uma série de "genéricos", como "Supergame", "Dynavision" e os "VGs" da CCE. Esses consoles funcionavam com os mesmo cartuchos do Atari, e as empresas ainda faziam versões próprias de clássicos do console.
Jogos inesquecíveis foram uma marca do Atari: River Raid, Keystone Kapers, Megamania. Alguns ganharam diversas versões e roupagens modernas, como Pac-Man e Pitfall. Tudo isso pode ser conferido com o uso de emuladores para computador, que simulam com perfeição os jogos do console, trazendo ainda vantagens impensáveis na época do original, como salvar os progressos e recomeçar o jogo do ponto em que se parou. Assim fica até menos impossível acabar um jogo do videogame. Mas, como diriam os puristas, bom mesmo era o Atari.

2 comentários:

Cristiano Vieira disse...

Eu sempre fui mais do SUB. Submundo. Não tinha grana pra ATARI. Portanto tinha o DACTAR! Quando surgiu o Nintendo eu tinha o MEGADRIVE. Queria ter BMX mas tive Caloicross, que era pop também, mas a BMX parecia ser bicicleta mais pra macho, badboy.
E a caloicross era muito carnavalesca. BMX mais dark.

Bonsi disse...

BMX era pesada pra caramba Cris, pra andar as Caloi eram bem melhores.